Local - Zona montanhosa do Noroeste de Portugal
Habitat - Mato rasteiro e giestal
Altitude - 650m
Espécie - Raposa (Vulpes vulpes)
Data - 05/08/2006
Hora - 23:26
Temperatura - +24ºC
Descrição - Observa-se uma raposa adulta no raio de acção da câmara, parecendo farejar e esgravatar o solo, afastando-se rapidamente quando vê o objecto estranho.
Local - Zona montanhosa do Noroeste de Portugal
Habitat - Mato rasteiro e giestal
Altitude - 650m
Espécie - Raposa (Vulpes vulpes)
Data - 05/08/2006
Hora - 23:31
Temperatura - +24ºC
Descrição - Observa-se uma pequena raposa (eventualmente uma cria do adulto filmado 5 minutos antes), que aparece no meio da vegetação e se afasta rapidamente do local.
Nota - Para melhor entendimento do método utilizado na obtenção destas fotos, clique aqui
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Discover Yann Tiersen!
Para quem caminha nos locais mais inóspitos e agrestes das montanhas do norte peninsular, a silhueta inconfundível da camurça (Rupicapra rupicapra) torna-se presença quase constante no perfil dos majestosos picos que nos rodeiam! A origem etimológica do seu nome científico (Rupis = rocha escarpada; capra = cabra), indicia em boa medida o tipo de habitat e o comportamento ágil característicos deste mamífero.
No entanto, para além das regiões montanhosas íngremes e escarpadas, a camurça desloca-se frequentemente para zonas mais baixas (prados, florestas), especialmente nas alturas do ano em que há maior carência alimentar.
Quanto às características morfológicas, apresenta manchas contrastantes em cada lado da cabeça, estendendo-se desde as orelhas e dos olhos até à ponta do focinho. Os cornos são uma das características peculiares deste ungulado, lançados na vertical e encurvados para trás nas extremidades em forma de gancho. A pelagem de Verão é de tons castanho-claro, assumindo uma coloração mais escura e densa durante o Inverno. As pegadas têm cerca de 6x3,5 cm, com cascos bem separados, no entanto paralelos.
Em relação ao comportamento, apresenta actividade essencialmente diurna. A sua dieta inclui gramíneas, vegetação herbácea e rebentos de árvores. As fêmeas e os juvenis agregam-se em manadas até cerca de 100 indivíduos. Os machos são solitários, juntando-se às fêmeas na época do cio, durante o qual realizam uma série de marcações territoriais odoríferas e exibições com os pêlos eriçados da lista dorsal. A vocalização faz-se sob a forma de um bramido de alerta sibilante.
O acasalamento realiza-se em meados de Novembro, início de Dezembro. Os nascimentos ocorrem em Maio início de Junho, havendo normalmente uma cria por ninhada (ocasionalmente 2).
A longevidade atinge os 15-17 anos, sendo as principais causas de morte as avalanches, epidemias (cerato-conjuntivite) e a predação pelo lobo e pela águia-real (crias).
A camurça Ibérica pertence à sub-espécie Rupicapra rupicapra pyrenaica, registando-se ainda outras populações europeias importantes, nomeadamente nos Alpes, Apeninos e Tatra.
Termino este texto com algumas fotos de camurças que fui recolhendo ao longo de muitos anos de caminhadas, muitas delas seguidas de perto pelo olhar curioso, mas sempre vigilante, deste fantástico ungulado!
PARQUE NATURAL DA PEÑA UBIÑA-LA MESA
PARQUE NATURAL DE SOMIEDO
PARQUE NATURAL DE SOMIEDO
PARQUE NATURAL DE LAS FUENTES DEL NARCEA E IBIAS
PARQUE NACIONAL DOS PICOS DA EUROPA (M. OCIDENTAL)
PARQIE NACIONAL DOS PICOS DA EUROPA (M. OCIDENTAL)
PARQUE NACIONAL DOS PICOS DA EUROPA (M. CENTRAL)
Local - Zona montanhosa do Nordeste de Portugal
Habitat - Bosque de pinheiro-bravo e mato rasteiro
Altitude - 1100m
Espécie - Raposa (Vulpes vulpes)
Data - 16/07/2006
Hora - 05:51
Temperatura - +15ºC
Descrição - Observa-se o mamífero no limite direito da imagem junto a um estradão de terra batida, mostrando alguma curiosidade perante a activação da câmera.
Nota - Para melhor entendimento do método utilizado na obtenção destas fotos, clique aqui

O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.
José Saramago, in Viagem a Portugal

Volto mais uma vez à descoberta do Parque Nacional de Aiguestortes i Estany de Sant Maurici, agora para vos falar de uma lenda, guardada há muitos séculos nas entranhas destas magníficas montanhas…
Estamos no coração do Parque, junto às águas azul-esverdeadas do Lago de S. Maurício. Olhando para sul, muito acima dos frondosos bosques que circundam o lago, visualizamos o recorte inconfundível dos Els Encantats (“Os Encantados”), autêntico símbolo do Pirineu Catalão, sede da curiosa história que vos passo a contar nas linhas seguintes.
Conta a lenda que, há muitos anos atrás, dois caçadores decidiram ir à caça no dia de S. Maurício. Neste dia, os habitantes da vizinha vila de Espot, dirigiram-se em peregrinação até à capela de S. Maurício, onde se celebra uma missa, tradição esta que ainda se mantém viva nos dias de hoje. Os caçadores, ao passar em frente à capela, junto aos devotos, esqueceram as suas crenças religiosas e continuaram o seu caminho. Depois de andar um bom bocado, surgiu diante deles a camurça maior e mais esbelta que alguma vez tinham visto na vida. Cegos pela visão de tão extraordinário animal, iniciaram a perseguição de tão cobiçada peça que, ao vê-los, fugiu correndo. A perseguição durou até à portela que existe entre os dois cumes, onde o animal desapareceu sem deixar rasto. Contudo, os caçadores corriam o mais que podiam para tentar evitar a fuga do animal mas, quando chegaram à referida portela, não encontraram qualquer rasto no chão. Imaginando que a camurça teria passado para a outra vertente da montanha, decidiram escalar um dos cumes. No entanto, quando começaram a vislumbrar o Lago de S. Maurício, foram fulminados por um relâmpago, convertendo-os em duas estátuas de pedra.
É por este motivo que esta montanha recebeu o nome de Els Encantats e ainda hoje se podem ver claramente as silhuetas dos dois caçadores petrificados, que recortam o perfil da montanha!

